• Remixofagia – Alegorias de uma revolução

    Colagens, samplers e furtos estéticos descrevem as transformações culturais operadas pelas tecnologias digitais e as redes interconectadas, com ênfase na contribuição brasileira para esse processo. No caldeirão de imagens e sons, Helio Oiticica e Pablo Capilé, Zé Celso, Lula e Cláudio Prado, Pedro Markun e Glauber Rocha, Macunaíma e Gilberto Gil, Osvald de Andrade e Dilma Roussef. Remix por Rodrigo Savazoni, Paula Alves e Rafael Frazão

  • Guerrilha Midiática

    Os novos revolucionários são imaginadores, produzem e manipulam cenas, em busca de transformar a sociedade. Um filme que politiza as imagens, por meio de depoimentos colhidos no Fórum da Cultura Digital, imagens de manifestações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e da história de Ungaretti. Produção de André de Oliveira e Jefferson Pinheiro, do Coletivo Catarse

  • Re-evolución Compartida

    Identidade, diversidade e a questão latino-americana. Os conhecimentos e povos tradicionais que se valem das novas tecnologias de informação e comunicação para ganhar circulação. Questões sobre o nosso tempo, a partir de depoimentos colhidos durante o Fórum da Cultura Digital Brasileira. Produção de Gilberto Manea e Gustavo Castro do Coletivo Soy Loco por Ti

    >
  • Deus e Diabo @ terra digital

    Nos longos planos, alternam-se cenas e fragmentos colhidos durante o Fórum da Cultura Digital Brasileira, pedaços de Deus e o Diabo na Terra do Sol de Glauber Rocha e um passeio pelo interior da Paraíba, onde a realidade se impõe, mostrando as semelhanças e diferenças nos vários centros desta nova geografia. Trabalho realizado por Gian Orsini e Ely Marques, da ABD-Paraíba.

  • Digirealejototal

    Foco principal na circulação livre da informação na internet como possibilidade de indepência frente à antiga mídia. Destaque também para as políticas públicas do governo Lula para a cultura digital. Produção de Cardes Amâncio da Avesso Filmes.

  • Remixofagia - Alegorias de uma revolução
  • imagem-2
  • imagem-1
  • Deus e Diabo @ terra digital
  • Digirealejototal

A cultura contemporânea em cinco ensaios

por Rodrigo Savazoni

Ano passado, avaliando o que fazer durante o 2º Fórum da Cultura Digital Brasileira, propus aos meus parceiros Lia Rangel, André Deak e Gabriela Agustini montarmos uma cobertura colaborativa diferente. Inspirado pela vinda de Jean Pierre Gorin para o evento, propus convidarmos quatro coletivos de audiovisual que conhecíamos – mais nós mesmos – para produzirem ensaios que tomassem como ponto de partida a #culturadigitalbr. O eterno parceiro de Godard no Grupo Dziga Vertov, que antecipou nos anos 60 tudo o que queremos ser hoje, fez uma palestra maravilhosa sobre as possibilidades do digital, apontando que o gênero ensaio ganha muita força neste nosso tempo de redes interconectadas, máquinas baratas e onipresentes, e criatividade infinita. Sinal de que a ideia parecia correta.

A partir de alguns contatos antigos e alguma investigação, chegamos aos participantes. Para nos auxiliar na coordenação, chamamos a produtora Filmes para Bailar, representada em quase todo o trabalho pela Paula Alves e o Rafael Frazão.  Do Rio Grande do Sul, chamamos os antigos companheiros da Catarse. Do Paraná, veio o pessoal do Soy Loco por Ti!, de Minas Gerais, a Avesso Filmes e da Paraíba, produtores ligados à Associação Brasileira de Documentaristas (ABD). Montamos uma lista de discussão, cujo conteúdo também estará disponível neste site, e começamos a conversar sobre estética e compartilhar ideias sobre o trabalho. Nosso objetivo era, a partir de algumas questões iniciais, estimular a capacidade e o olhar de cada coletivo.  Foi o que ocorreu.

Um dia antes do Fórum, organizamos na Casa da Cultura Digital um almoço para os realizadores se conhecerem pessoalmente. Fizemos um longo papo, no qual já pudemos antever que o clima das gravações seria ótimo. De lá, fomos filmar e gravar no show de abertura, Futurível, com Gilberto Gil, Macaco Bong e grande elenco, no Auditório Ibirapuera. Ali começou o registro do Fórum. Nos três dias restantes, as equipes flanaram pela Cinemateca registrando detalhes, conversas, apresentações, debates, diálogos, gravaram entrevistas e pintaram o set. Nos despedimos com o compromisso de cada um finalizaria, com total liberdade, um corte de cerca de 12 minutos sobre a cultura digital brasileira. O resultado está reunido neste site. Vídeos livres, ideias livres, sobre este nosso tempo.

O Projeto

Cultura livre, vídeo livre, imaginação livre: Cinco Vezes Cultura Digital reúne cinco ensaios audiovisuais produzidos a partir de uma provocação feita pela Casa da Cultura Digital a cinco coletivos de realizadores. Seu ponto de partida é a ideia de #culturadigitalbr. O resultado é a reunião de investigações sobre as transformações que estão em curso no nosso país e no mundo.


Linkania